terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Mata-RS


Essa fantástica cidade, está localizada a 378 km de Porto Alegre.

Possui uma população de aproximadamente 5.111 habitantes, e sua altitude é de 127 metros.

Cidades limítrofes: Jari, Jaguari, São Vicente do Sul e Toropi.


Foi fundada em 02 de dezembro de 1964 e passou a existir administrativamente em 13 de junho de 1965, quando o primeiro prefeito assumiu o cargo.


Economia: pecuária e agricultura, destacando-se a produção de milho, soja e arroz.


Seus primeiros habitantes foram os povos indígenas, das tribos: Humaitá, Umbu e Tupi Guarani, no século 17. Em 1632 chegam os jesuítas Espanhóis. Em 1885 chegam os imigrantes Alemães e em 1920 os imigrantes Italianos.


Em 1976 chega na cidade o padre Daniel Cargnin, grande apreciador dos estudos de paleontologia. Ele descobre os fósseis vegetais datados de mais de 200 milhões de anos. Em 1977 começam a explorar a grande riqueza fossilífera do município, criando diversos pontos turísticos. Esses fósseis vegetais, são muito raros no mundo inteiro.


Na entrada da cidade já começamos a viajar para o passado. Existe um grande dinossauro, que da boas vindas aos visitantes.



A impressão que tivemos é que o povo é muito gentil e hospitaleiro.
Chegamos à noite na cidade e como não conhecíamos nada, pedimos informações para uma família que estava na frente de casa, tomando um mate, atenciosamente nos deram as informações solicitadas e algumas dicas.
No dia seguinte passamos de carro por um deles no centro e estacionamos o carro para ir até o museu ele também parou o carro para nos perguntar se havíamos ficado bem, ficamos muito felizes em saber que existem pessoas que se importam com os outros mesmo sem saber quem são.

No centro da cidade tem diversas praças. Todas bem conservadas e com muitas árvores petrificadas.


No museu paleontológico, existem alguns fósseis de dinossauros, de peixes, artesanato indígena, etc. A visitação custa 1 real por pessoa e nesse local você já compra o ingresso para o museu Jardim paleobotânico de Mata que também custa 1 real.


Jardim paleobotânico de Mata: local a céu aberto, onde encontramos diversos fósseis vegetais, em perfeito estado de conservação.



A maior ponte ferroviária em vão livre da América Latina fica a 7 km do centro, no bairro Vila Clara, construída em 1940, por uma família inglesa, liga a cidade de Mata e Toropi,

Por conta da cheia do rio não conseguimos tirar uma foto muito legal, mas dá pra ter uma noção da beleza da construção


Museu Fragmentos do Tempo: Esse museu fica a 5 km do centro, é um ambiente particular. O custo é de 15 reais por pessoa, a visitação dura em média 1:30. Nesse local o visitante fará uma viagem no tempo. São quase 8.000 mil peças, entre elas: louças de porcelana, cristaleiras, poltronas, etc. Grande parte delas centenárias. O museu existe a 15 anos.

O proprietário do local foi quem nos guiou, mesmo chegando um pouco tarde para a visitação ele nos atendeu com toda a atenção.


Possui também uma sala com arte cemiterial, sendo a primeira do estado. Na frente temos uma cruz, resgatada de um túmulo, a porta é feita de uma lápide. Nessa sala também está o túmulo, onde o proprietário, deseja ser enterrado.


Atafona: prédio onde estão guardadas todas as máquinas rústicas e ferramentas que utilizavam na fabricação, de farinha de mandioca, polvilho e cachaça.


Voltando para o centro da cidade nos deparamos com uma cena que não é muito comum para nós que vivemos em centros urbanos, vimos alguns trabalhadores rurais puxando pasto com uma carroça de boi.



Igreja: no centro da cidade existe uma linda igreja. Suas escadas e muros, são feitos de árvores petrificadas.



Camping municipal: fica a 4 km do centro, é administrado pela prefeitura e não tem custo para acampar. Possui uma excelente área para banho de rio, com salva-vidas a partir das 09:00. Quando estivemos lá, não conseguimos acampar, pois o rio havia subido muito, tornando toda área em um imenso lodo.



Cascata da Boa Esperança: fica a 6 km do centro. Uma excelente maneira de matar o calor, em meio a natureza quase intocada e ainda por cima sem nenhum custo. A trilha para chegar até a cascata, é um pouco difícil, com muitas subidas, descidas, pedras com bastante limo. Em contrapartida, o visual é deslumbrante e o banho revigorante.




Hotel e pousada: o hotel é bem aconchegante, com o valor de 95 reais a diária (01/01/2016). A pousada é com banheiros coletivos, não sabemos valores, pois estava fechada quando estivemos na cidade.


Apesar de ser uma cidade com poucos habitantes o centro da cidade é bem movimentado pelo menos durante a noite, chegamos lá em uma sexta-feira e os barzinhos no centro estavam todos lotados.


quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Tupanciretã



Está localizada a 389 km, da capital do RS, Porto Alegre, aproximadamente, tem alguns atalhos por estradas de chão, que encurtam o caminho, mas eu não recomendo, em uma de nossas viagens resolvemos seguir por um desses "atalhos" economizamos 20 km mas gastamos muito mais tempo, pois a estrada não estava muito boa.

Sua altitude é de 400 metros e sua população é de 22,286 habitantes.

É margeada pelos municípios de: Cruz Alta, Santiago, Júlio De Castilhos, Jóia, Jari, Quevedos, São Miguel Das Missões e Capão Do Cipó.

Seus primeiros habitantes foram os índios Charruas e Minuanos. Logo após pelos jesuítas, da congregação São José Batista, os quais criaram várias fazendas, para criação de gado.


O monumento das Origens Históricas localizado no início da Avenida Serafim Bravo, entrada da cidade de Tupanciretã, é uma alusão a história de Tupanciretã.

Seu nome na linguagem indígena significa: Terra da mãe de Deus.

Foi emancipada no dia 21 de dezembro de 1928, está com 87 anos. Decreto esse assinado pelo presidente Getúlio Vargas.

Seu fundador foi: Antônio José Da Silveira

A cidade é conhecida como a capital da soja, do RS.


Uma das principais fontes de trabalho da cidade era o frigorífico, que hoje encontra-se desativado.

A cidade possui belas praças e também uma área de preservação ambiental próximo ao centro, mas infelizmente não tivemos a oportunidade de ir até o local.




No cemitério municipal, estão enterrados diversos maragatos mortos em batalha, o túmulo está pintado de vermelho, como os lenços que utilizavam na revolução de 1924.

Como toda boa cidade do interior, existem diversas lendas, como a casa da múmia. Dizem os contos populares, que havia uma mulher com grandes riquezas e solicitou que quando morresse, deveria ser mumificada, com todas suas joias e deixada sentada em sua casa.



Também temos a capela da noiva. Segundo os ditos populares, essa noiva foi deixada no altar.
Quando é noite de lua cheia, se dermos 7 voltas em torno da figueira, que fica na frente da capela, a meia-noite a noiva aparecerá e você acordará em cima de um túmulo no cemitério.

É uma cidade pequena e acolhedora. Seus habitantes são muito hospitaleiros e gentis, porém não existem muitos lugares para visitação, contudo vale a pena conhecê-la.
Dizem que as festas de carnaval na cidade são muito boas, se ainda não sabe para onde ir no feriadão de carnaval, fica a dica!